Dona Antônia, mãe do adolescente Apolo — que acusa um policial militar de espancamento — conversou com a nossa reportagem na manhã desta segunda-feira (8), em frente ao 19º BPM de Pedreiras. No local, manifestantes realizavam um ato em defesa do jovem Apolo e em protesto contra a suposta agressão praticada por um policial militar. Durante a entrevista, Dona Antônia demonstrou grande preocupação com o estado de saúde do filho e pediu que o caso seja investigado com rigor pelas autoridades competentes.

Segundo ela, Apolo está doente e bastante debilitado. A mãe afirma acreditar que a recuperação do filho ainda deve demorar, devido às condições físicas e emocionais em que ele se encontra após o episódio.

Dona Antônia também relatou o momento em que viu o filho machucado e ouviu dele a versão sobre o que teria acontecido.
“Quando o meu filho me contou a verdade, eu fiquei sem ação. O Apolo disse que estava na casa da namorada, que eles já namoravam há quatro meses, e que ela abriu a porta para ele entrar”, explicou.

Ainda conforme o relato, a agressão teria começado assim que o padrasto da adolescente encontrou Apolo dentro das dependências do imóvel.
“Assim que o padrasto dela viu o Apolo, pegou pela camisa e começou as agressões”, contou a mãe, reforçando que, em sua visão, “aquilo dali não foi agressão, foi espancamento”.

Questionada sobre o motivo que poderia ter levado o padrasto da jovem a agir com tanta violência, Dona Antônia respondeu:
“Aí eu não sei, tem que investigar, porque aí tem… aí tem”, disse, sugerindo que o caso precisa ser melhor esclarecido.

A manifestação em frente ao batalhão ocorreu de forma pacífica, com frases de ordem e falas de apoio vindas de pessoas de diferentes áreas da sociedade pedreirense.