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Operação do Gaeco apura indícios de contratações irregulares em São Luís Gonzaga

Operação do Gaeco apura indícios de contratações irregulares em São Luís Gonzaga

Por Marcos Limma 2 min de leitura 0 comentários

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão realizou, na manhã desta quinta-feira (21), a Operação Illusio, para investigar irregularidades em contratações no município de São Luís Gonzaga.

A ação incluiu o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados.

Os mandados foram executados em São Luís Gonzaga — incluindo a sede da Prefeitura, a Secretaria de Finanças, a Secretaria de Assistência Social e a Comissão de Licitação —, além de cinco endereços em São Luís e em Penalva.

As investigações apontam indícios de ilegalidades na contratação do Instituto Singulares para serviços de terceirização de mão de obra em São Luís Gonzaga. Como medida cautelar, foi determinado o bloqueio de R$ 1.491.252,45 nas contas dos investigados, valor estimado do dano causado aos cofres públicos.

OPERAÇÃO REPETE INTERVENÇÕES NO MUNICÍPIO

Em abril deste ano, a Operação Spectrum, também conduzida pelo Gaeco, investigou outras empresas contratadas pela Prefeitura de São Luís Gonzaga. A nova etapa amplia o alcance das apurações.

A Operação Illusio mobilizou promotores de justiça do Gaeco de São Luís e Timon, além de reforços das comarcas de Açailândia, Anajatuba, Chapadinha, Santa Inês e Viana. As Polícias Civil e Militar do Maranhão e a Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (Caei-MPMA) também participaram da ação.

DOCUMENTOS E ORIGEM DO NOME

Documentos e equipamentos apreendidos serão analisados pelo Gaeco e pelo Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) para subsidiar futuras denúncias.

A operação recebeu o nome “Illusio”, que significa “ilusão”, em referência à aparente legalidade do contrato firmado com o Instituto Singulare. Segundo as investigações, o contrato previa mão de obra terceirizada, mas os serviços eram executados por servidores municipais.

 

 

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